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Comunicação interna na igreja

A comunicação interna na igreja, entre algumas de suas funções, serve para estreitar a relação entre os membros. É uma das formas que podemos utilizar para que os membros interajam e saibam, oficialmente, o que acontece na igreja. Já foi falado em outros posts sobre algumas dicas de implantação da comunicação interna dentro de nossas comunidades. Agora iremos sintetizar outras funções que o departamento de comunicação pode realizar dentro da igreja. Primeiramente é preciso saber que a comunicação interna serve, praticamente, para duas coisas: anunciar as atividades dos outros departamentos e manter os membros informados. Para que essas funções sejam realmente realizadas é preciso que se tenha uma reunião prévia com a liderança da igreja. É preciso deixar bem claro o que o departamento de comunicação irá fazer para que os membros se informem de uma forma eficaz, e isso depende muito da colaboração dos líderes.

Também é preciso ter o calendário com todas as atividades programadas da igreja, assim será mais fácil agendar eventos, fazer divulgação, dentre outras possibilidades. Na reunião com os líderes deve ficar bem claro algumas regras de divulgação, primeiro, em relação ao quadro de avisos e o boletim, quem deve colocar ou tirar as publicações é o responsável pela comunicação interna. Isso serve para evitar o descontrole na divulgação de avisos. Segundo, para cada atividade que algum departamento quer anunciar, os responsáveis pela comunicação interna têm de separar em três tipos: informar, desenvolver ou receber.

O informar são aquelas atividades que é somente para os membros serem informados da sua existência, como reuniões e cultos. Esses avisos podem ser incluídos no quadro de aviso e no boletim.  O desenvolver são as atividades da Igreja que necessitam de um desenvolvimento mais intenso para sua conclusão, como a criação de boletins especiais ou convites. Já o receber são as atividades que ocorrem na igreja, mas que são organizadas externamente, como palestras, simpósios, encontros. A equipe responsável pela comunicação interna recebe o material de fora e não cria e desenvolve o material.

Sei que a comunicação é interna, destinada aos membros, mas também se deve prestar atenção nos cuidados com o prédio da igreja. Como diz o ditado: a primeira impressão é a que fica. Tanto para visitantes quanto para os membros é preciso que a estrutura física da igreja, como a fachada, terreno, calçamento, pintura, como também limpeza do templo e dos banheiros, estejam de uma forma ideal. Também não podemos esquecer que um ambiente ventilado, bem iluminado e que o som seja bem agradável ajuda os espectadores a se sentirem melhor. A comunicação interna tem de cuidar desses mínimos detalhes que fazem toda a diferença.

Fonte: USB
Autor: Erick França

Como começar um ministério de comunicação?

Comunio et Progressio foi escrito em 1971, mas ainda é o mais avançado documento da Igreja Católica sobre comunicação. Tem algumas observações e, principalmente, uma organização que podem auxiliar qualquer igreja que pretenda se envolver com a comunicação.

É dividido em três partes:

1- Comunicação social na perspectiva cristã

É uma teologia da comunicação, demonstra o dever e o direito da Igreja de utilizar estes meios. O desenvolvimento da mídia é visto como parte do preceito de Deus para ‘possuirmos e dominarmos a terra’; comunicar seria, portanto, um ato de cooperação na criação e conservação do mundo.

2- Desenvolvimento humano através da comunicação

Tenta definir a melhor forma de colocar em prática os princípios teológicos que aparecem no primeiro ponto. A comunicação deveria ser instrumento para informação, educação, cultura e lazer; enfim, para o desenvolvimento do homem como um todo. Para isso, tanto comunicadores quanto a população em geral deveriam ser capacitados para utilizar bem os meios.

3- Empenho dos cristãos nos meios de comunicação

Sobre a influência da comunicação no fiel, e na contribuição deste para a comunicação. Afirma que o diálogo não deve ocorrer apenas entre os cristãoss, mas deve considerar os pensamentos que ocorrem fora da Igreja para que seja relevante para a sociedade e, assim, possa influênciar os não cristãos. Propõe estrutura e formação de alto nível para as organizações e as pessoas que se envolvem com comunicação dentro da Igreja.

Ainda que seja útil para começarmos a pensar um ministério, devemos prestar atenção a um ponto fraco, um certo idealismo: Não trata das tensões que existem na sociedade. Não faz referência às questões políticas, sociais e econômicas que envolvem os comunicadores e o público alvo; questões que são essenciais para garantir a relevância de um ministério de comunicação. Falta uma análise sociológica que dê profundidade ao texto.

Mais sobre o assunto: Puntel e Corazza, ‘Pastoral da comunicação: diálogo entre fé e cultura’

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